quarta-feira, agosto 19, 2009

Miradouro

“Assim é meu caminho de vida. Minha busca. Um labirinto com entrada e saídas demarcadas. O grande caminho sem portas. Apenas com batentes apontando invisíveis limites.”
Ana Terra

Há um lugar meu: em escavações. Nunca sabemos quem somos nem por onde vamos: somo-nos. Nesse lugar, espaço de enigmas (para uns encanto, para outros fel de amargura), nesse vazio mas imenso lugar há sentimentos e sentidos, ainda e sempre, indefinidos mas verdadeiros.
Nesse lugar guardo a verdade: sou.
O oásis no deserto para uns. A terra seca e árida para outros.
Todo o lugar, por mais pobre que seja (ainda que na simples visão de alguns) tem beleza própria: meta-vida. Todo o lugar bem guardado, a sete chaves fechado é um livro de enigmas; apocalipse de sentidos – lacrado por sete selos.
Há magos que vêem beleza nos seixos desse lugar e feiticeiros que apenas querem possuir: garimpeiros de seixos ou diamantes, uns e outros no seu distinto modo de Ser e de Sentir.

Aos que nos diamantes encontram fortuna, os olhos cerram-se: não vêem o essencial. Aos que nos seixos encontram lugares, essências invisíveis, esse lugar é um miradouro, apelidado Coração.

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