terça-feira, abril 12, 2016

"Agora é por papel?" - tento todas as formas.

Agora é por papel?
Neste hoje de asas feridas é por papel que desenho
as palavras que doem.
Deixarei o Tempo adormecer até chover nos telhados
de vidro de que sou feita.
Um dia por conversa mal dialogada, qual monólogo
ou solilóquio em requiem; outro dia por mensagem
de voz ou mensagem escrita num aparelho eletrónico;
outra vez uma mensagem escrita num pedaço de papel
Isso importa? Se em todas as tentativas de comunicar
ou de grito de Alma serei sempre eu?
E a ti o que, realmente, importa? A surdez, as palavras
mortas, o silêncio?
Já te escrevi muitos papéis e gostavas de cada letra.
O que mudou em ti?

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