terça-feira, janeiro 08, 2008

Ampulheta da Vida.

"O autoconhecimento e uma travessia das regioes aridas da ignorancia e caminhos inospitos do medo, para encontrar oasis interiores de revelaçoes libertadoras, embora estejamos sempre sujeitos a miragens e enganos durante o caminho."
Marilu Martinelli
Gostava de me poder sentar dentro da ampulheta do Tempo e comandar a Vida. Começaria a escrever apenas durante as Horas Abertas, contrariando o comandante deste punhado de areia ressequida, o dono da Vida, o mestre das horas, o Tempo. Quantos graos da minha escrita se soltariam sob a forma de gritos no maior deserto, o deserto Humano. Gritos que ecoariam na musica das esferas, sons da Vida, impetos de Luz...
Oh Arvore dos Zefiros, sopro do Tempo, deixa a minha Alma divagar, caminhar pelas veredas do Ser. Ilumina o meu Sentir. Ha tanto que espero esta viagem na Ampulheta da Vida... Somos Viajantes solitarios, na Alma a tranquilidade, sem materia... Soltam-se as amarras dos desejos, desapego total! Oh Ampulheta da Vida esquece o acumulado, ensina-me o que esta para cumprir, mostra-me o que tem que ser cumprido. Tempera as minhas intençoes, cumprindo o que tenho de cumprir. Caminho tao so, as vezes tao ferida, de pes descalços num deserto arido, a espera de uma gota de agua que me sacie na certeza de nao ser dona de nada...
Porque estou neste Caminho? Nao poderia eu estar noutro?Quem traçou este Caminho?
Porque tenho de o percorrer? Porque me chamas, Ampulheta da Vida? O Caminho cada um sabera se o tem traçado na Alma e no Corpo. O livre-arbitrio fara o resto, sera?
Quantos desanimos de quem pisa a Terra, sofre e vive de emoçoes... Espero a dadiva sagrada, dada com o Coraçao, na hora certa, no sitio certo, sem esperar nenhuma recompensa... Ate la, deixa-me Sonhar que comando a Ampulheta da Vida.

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