domingo, janeiro 20, 2008

CASAS.

Ha Almas ancoradas, presas no marulho do Tempo. Todos falam de amores desencontrados e dos que um dia se encontraram mas o Tempo aprisionou. Muitas falas... Ninguem ouve. Nao ha Silencio. Somos Seres Humanos, corpos sem cor, coraçoes apagados, Almas aprisionadas nas maos das palavras, foragidos num tempo cercado pelo esquecimento. Sentado no picaro mais alto da Vida, vejo casas multiformes, sinto o cheiro dos seus telhados, imagino as portas que nao se abrem, as janelas a quem o Vento rasga murmurios pelas arestas gastas pelo Tempo, esse senhor das ilusoes... Ha Segredos nas casas... Ha gritos, sorrisos, encantos de dor... Quanto desdem pelas casas que nao falam, que nao sentem, que ouvem tao somente...
Os olhos no horizonte, o livro dos encantamentos aberto, algumas paginas rasgadas, as de dor levadas pelo Vento ate a tua casa... Um Silencio, ruas desertas, jardins sem flores, dia sem sol... Assim caminha o Homem perdido nos sons do esquecimento, nas teias do mais profundo sofrimento.
Afortunado do Coraçao que sobe ao picaro mais alto e deixa falar o Vento... No mais pequeno Silencio reside o mais precioso e puro Sentimento... As vezes o Sofrimento e Silencio, outras o Silencio e Sofrimento, nao ha casas iguais na Terra...

3 Comments:

Blogger J said...

Não há mesmo.

Gostei!

10:59 da tarde  
Blogger Felipe Fanuel said...

• Mensagem para ler, reler e colar no umbral da minha casa:
Assim caminha o Homem perdido nos sons do esquecimento, nas teias do mais profundo sofrimento.

• Palavras-chave:
Silêncio-Seres Humanos-Segredos-Sofrimento-Sentimento

Permita-me levar esses tesouros daqui, querida Sandra.

Beijos.

2:57 da tarde  
Blogger Sereia Azul* said...

Sabes, Papoila Sonhadora?

As minhas palvras calam-se perante a grandiosidade do teu sentir...
Por isso muitas vezes venho aqui...leio, sinto...e abraço-te em silêncio*

Sereia Azul*

5:45 da tarde  

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