quinta-feira, maio 13, 2010

O EREMITA

“As percepções mais intensas vibram no seu incêndio sem tempo, fogem ao campo minado do pensamento.” Fernando Pinto do Amaral

A todas as pessoas que invento (por isso, só minhas) e que quero conhecer até ao desconhecido de si mesmas.
A Irena Sendler

E por vezes nem mesmo os dias, as datas, nem mesmo os meses estão certos porque há sempre algo mais certo que o tempo: o Amor.
Tudo o que é grande, é intemporal (fora do bem e do mal), ausente das dualidades, por isso: uno.
Tudo o que é intenso é grande, intemporal, irracional: uno.

Ainda que ao teu lado e não me vejas
e nem, por isso mesmo,
eu deixe de te acompanhar: eu não deixo cair o véu que me torna invisível.
O mesmo véu que sabes estar lá.
- Dá-me um abraço. – Pede-lhe, de novo.
- Não, não te dou o que queres só porque queres. – Responde-lhe.
E ela sabe, então, que não se deve aprisionar os sentidos, deve-se transcendê-los por saber que ele,
o dono do abraço,
será sempre o ponto mais longínquo que ela consegue avistar.

Tudo o que é intenso, poucas coisas e nelas as maiores que o mundo tem (conhecidas ou por descobrir), é grande, maior do que a pauta da música mais bela: vive sem pausas.
A pausa vive no tempo.
Nunca a intensidade terá pausas – a intensidade é um incêndio intemporal que poucos conhecem. A intensidade deveria ser a, quase, única palavra do dicionário sem definição porque ela vem de um lugar sem onde: como um eremita, fundindo-se num só ponto – uno.
Por tudo isto, tão pouco e intenso, sou como um louco que vive numa floresta, sem pertencer a este mundo: eremita.

3 Comments:

Blogger Wanderley Elian Lima said...

Amor não se pede, conquista-se. Quando o solitário se afasta de todos,é porque não encontra correspondência para suas sensações.
Beijos

10:00 da tarde  
Blogger Véu de Maya said...

E há tempo e pachorra pra isso!...


beijinho,

Véu de Maya.

2:19 da manhã  
Blogger Teresa Calcao said...

Ola minha Papoilinha querida,
Quase de partida outra vez,mas levo-te no coracao....
xo

11:12 da tarde  

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