terça-feira, agosto 31, 2010

A que distância deixaste o abraço?


"Regressamos a uma terra misteriosa

trazemos uma ferida

e o corpo ferido" O SILÊNCIO, José Tolentino Mendonça


Abraça-me em segredo ninguém precisa de saber que os meus braços tocaram os teus
. Esta será uma oração a duas vozes, num mesmo corpo: sempre que os braços nos unam.
Ainda que outros, poucos ou muitos (não interessa quantos), possam ler esta mensagem, foi ao teu ouvido que a murmurei como uma pétala de fina seda que ninguém acredita que existe. Guarda-a dentro de ti, no sítio onde guardas todas as coisas que te ofertam, de igual, menor ou semelhante valor (não interessa quanto), porque o que tiver de ser, será; o que não foi nunca teve lugar.
Nunca interessou a quantidade do que de ti vive em mim, mas a qualidade. O tempo que tudo condena, pode ouvir-nos, aprisionar o quanto mas nunca a qualidade do que sinto porque isso pertence-me, vive em mim como uma segunda morada ou simples templo que outorga o meu sentir.

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