quarta-feira, agosto 01, 2007

O gemeo de Hipnos.

Irmao das Hesperides, de Morfeu, juntas as Erinias valsam contigo, carregam-te no colo com medo do que lhes traras... So Lissa nao te teme porque a liberdade da loucura permite evasao, ser louco e ver com olhos que amam, tocar com suavidade o que pobres e comuns Almas rudes desprezam, e lidar com a dor sem a Sentir... O que e belo nao morre, sofre uma mutaçao, transforma-se noutra beleza... Quanta verdade! Como pode a Beleza morrer?
Morre quem nao Ama
Morre quem nao Sonha
Morre quem nao Abraça
Morre quem nao Alcança
quem nao canta, nao dança,
quem nao grita, quem perde a esperança...
O Homem, o verdadeiro Homem,
so morre no dia em que souber de cor
o nome de todos os rios do Planeta...
A Morte e o fim da Sensibilidade do Ego... Um Eu amante da Beleza permanece no leito de penas brancas, macias, nunca morre... Tu o irmao gemeo do frio Sentir, Hipnos, filho da Noite e das Trevas, sempre viveste em tranquilidade, em paz e em silencio... Que hoje embales o meu Ser de Sonhos belos e que as finas cordas do Violino deixem entrar a Dança, uma restia de Dança que a tua paz, o teu silencio alcança... Entrega nas maos do Vento o meu Ser, pede ao teu filho Morfeu que atenue a minha dor com musicas e danças, proprias das crianças...
"Como um mar, ao redor da Soleada ilha da Vida, a morte canta noite e dia a sua cançao sem fim". Tagore

3 Comments:

Anonymous anita said...

Linda boa noite. Que saudades. Já há algum tempo que por aqui não passava. Tenho tido muitas saudades tuas, das tuas visitas. Foi tão bom hoje ler-te lá no meu cantinho.
Espero que esteja tudo bem contigo minha linda e doce amiga.
Deixo-te beijinhos de boa noite.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)

9:55 da tarde  
Blogger Felipe Fanuel said...

Querida Papoila,
Não é fácil esta pergunta que me fizeste. Tampouco é fácil ler esta brilhante postagem...

Amor e Alma são instâncias do mundo dos sonhos, das abstrações. Não fossem assim, não seriam enigmáticos. Nunca saberemos se existe amor, ou se existe alma, pelo menos empiricamente.

É como o ar. A gente sabe que dele precisa, mas não o pode ver. Quando se parte para a quantificação, afasta-se do que mais se tem de precioso que é o sentido da coisa. É como a água. Não adianta dizer que é H2O, porque para mim o que importa é ela matar a minha sede com aquele gosto de nada, tão necessário e prazeroso como nenhum outro gosto poderia ser.

A beleza, de fato, não pode morrer. Beleza é simplesmente a harmonia de qualquer coisa que existe no mundo. Não importa se é bonito ou não, o que vale é a simetria, a harmonia.

Interessante. Eu aqui no Brasil escrevo sobre um tema sobre o qual tu escrevestes também aí em Portugal. Isso é harmonia. Se houver ponto de contato entre nossas perspectivas, podemos dizer: isso é beleza. Dois pontos de vista sobre o mesmo assunto escritos de maneiras diferentes, afastando e encontrando-se ao mesmo tempo.

É sempre um prazer imenso ter tua presença aromática em meu blog.

Um beijo.

P.S.: Ainda não tinha ouvido essa música aqui no teu blog... Que "beleza"! Tens bom gosto, como sempre.

10:06 da tarde  
Blogger Felipe Fanuel said...

Este comentário foi removido pelo autor.

10:13 da tarde  

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